O Colégio Sesi está utilizando plantas medicinais em
atividades teóricas e práticas a partir das disciplinas de botânica, com
evolução para o desenvolvimento de cosméticos naturais. Neste ano os 30 alunos
seguem os estudos sobre os vegetais e seus potenciais medicinais, estudando
propriedades gerais e até mesmo formas de manejo das plantas. A horta tem 24
metros quadrados de área coberta com sombrite.
A evolução do projeto envolverá uma visita técnica a um
laboratório de produção de óleos essenciais, assim como estudo de suas
aplicações. “Queremos envolver a utilização de tais vegetais com a alimentação
saudável e preventiva”, comenta Jakeline Campos, coordenadora de Educação do
Colégio Sesi em Pato branco.
Entre as plantas que sobreviveram as variações climáticas
estão a pimenta dedo de moça, o guaco, a sálvia hortelã, o manjericão, o
orégano, o boldo, a arruda, o capim cidreira e a batata confrei.
A ideia do Colégio, dentro do projeto inicial lançado pela
Prefeitura e pelo Conseg – Conselho de Segurança Pública, é, no decorrer no
ano, realizar visitas a escolas parceiras e receber, também, visitações para
troca de experiências e práticas que ajudam no processo de aprendizagem em si.
Para a coordenadora a “ produção de extratos, sabonetes
medicinais e aromatizadores de ambiente mostrou-se eficaz no processo de ensino
aprendizado”, diz ressaltando que também chamou atenção seus resultados
observáveis, sendo sugerido, portanto, a obtenção de insumos para “ampliarmos a
prática e promover ações na própria instituição.”
Estão sendo desenvolvidos, inseticidas naturais, repelentes,
bases para pomadas e extratos cicatrizantes e antialérgicos, conservas de alimentos, produção e
armazenagem de folhas secas para chás, desodorantes naturais, óleos de massagem
terapêutica, sabonetes com propriedades
terapêuticas.
A iniciativa do Colégio Sesi concilia contato com a
natureza, práticas de Educação Ambiental e formas de tornar o aluno alinhado
aos conceitos de sustentabilidade e empreendedorismo. “São novas abordagens de ensino envolvendo conhecimentos
multidisciplinares relacionados, também, a inovação, ciências, matemática,
biologia entre outros... “Os jovens constroem o conhecimento e entendem sua
aplicação prática, o que é engrandecedor”, explica a coordenadora citando os professores responsáveis pelo projeto Talita
Kroetz e Marcos Gazola
Para Meri Aparecida Moraes, presidente do Conseg é
importante ver o exemplo deixado pelo Colégio Sesi em transformar ideias em
práticas aplicadas. “Sem dúvida os alunos saem ganhando e a sociedade como um
todo também.”
A evolução futura dos projetos que envolvam o município
contará com o apoio do IRDES – Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico
e Social em montar planos de negócios para os jovens. “Estamos certos de que o
maior valor do conhecimento está na sua extensão e o Colégio Sesi vem
desenvolvendo algo diferenciado”, complementa o presidente da Entidade e
vice-presidente da FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Cláudio
Petrycoski.
Uma reunião do Conseg definiu uma ideia de projeto que foi
estruturada com o apoio direto do IRDES que teve o auxílio pontual, deixando a
sequência dos trabalhos a critério do próprio Conseg e da Prefeitura que
articularam a participação do Colégio Sesi que se mostra com potencial para ser
irradiador de conhecimentos sobre fitoterápicos e seus desdobramentos.






