As entidades dos mais diversos segmentos e perfis têm a oportunidade de acessar gratuitamente a conhecimentos importantes para aprimoramento de gestão. O Grupo Empreendedores da Solidariedade, em Pato Branco, está ofertando treinamentos à distância, inteiramente gratuitos. “Sua entidade pode se resolver em sustentabilidade”, comenta o presidente do Irdes, Marcelo Dalle Teze, dizendo que uma sequência de ações pode fazer grande diferença. “Existem excelentes profissionais comprometidos em ajudar gratuitamente para que as entidades alcancem outro patamar, o que é de se reconhecer e valorizar. Agora é a vez das entidades interessadas, seja da área que for, realizarem as inscrições pelo e-mail [email protected] “
Os treinamentos terão a seguinte programação:
30/6 – 18h30min - Captação de recursos nos órgãos públicos – instrutora Anuska Godoski
2/7 - 18h45min – Gerenciamento produtivo de reuniões – instrutor Gerson Miottto
9/7 – 18h30min – Cuidados legais na formalização de Entidades – instrutores Luana Varaschin Perin e Cleuza Chioquetta
9/7 - 19h30min – Potenciais passivos e medidas preventivas para Entidades – instrutoras Luana Varaschin Perin e Cleuza Chioquetta
10/7 – 18h30min – Liderança transformadora – Instrutor Marcelo Silveira Dalle Teze
17/7 – 18h30min – Elaboração de projetos para a iniciativa privada – Marcelo Silveira Dalle Teze
27/7 – 18h30min – Marketing Virtual, com instrutor Carlos Marochi
31/7 – 18h30min – Gestão Financeira, com instrutor Anderson Michelin.
Carlos Marochi é um dos primeiros voluntários a se prontificar a dar treinamentos. Ele diz que há anos trabalha com entidades não governamentais e sempre percebeu a necessidade de profissionalização. “Em geral a gestão é com o coração e a força de vontade e, assim, acabam surgindo problemas e estas pessoas acabam focando os esforços para resolver problemas. Ao conhecer a proposta do IRDES me identifiquei por entender que é o que precisa ser realizado.”
Cinco frentes de ação
O Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social, IRDES está com uma iniciativa inédita que objetiva melhorar o desempenho e a sustentabilidade das entidades existentes. O objetivo é proporcionar para membros das entidades conhecimentos sobre gestão e condução das atividades para que alcancem o máximo de performance, através do grupo de voluntários Empreendedores da Solidariedade.
Os Empreendedores da Cidadania envolvem diversas organizações além do Irdes, entre elas Rotarys, Abrace, Sesi, Senai, Sebrae-PR, Sistema Fiep, Atlas Eletrodomésticos, Observatório Social do Brasil – Pato Branco; Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Entre os voluntários: Moacir Gregolin, Cláudio Petrycoski, Anne Gomes da Silva Cavali, Geri Natalino Dutra, Tiago Nunes, Luana Varaschin Perin, Márcia Painin, Adrione Pasa, Ana Paula Pastorello, Anderson Michelin, Anuska Godoski, Carlos Marochi, Carmem Lora, César Brinkmam, Cleuza Chioquetta, Cristiane Canan, Lilian Dal Bello, Valmir Dallacosta, Eliane Negri, Gerson Miotto, Marlene Dalla Vale, Mauro Kalinke, Meri Aparecida Moraes, Paulinho Stefani, Rosana da Costa, Simone Dalfovo, Simone Tatto, Taciane Pezarico, Terezinha Pasini de Almeida, César Colini, Francisco Wildes Alves de Rezende, Olcimar Tramontini, Cirene Vanzela Miotto, Wilson Pinheiro, Rosangela Borges, Evandro Néri e Cláudia Mohr, entre outros.
Estão sendo trabalhadas cinco frentes:
1) Profissionalização das entidades – Busca tornar a gestão melhorada, com melhores indicadores, controles aprimorados e um resultado de entrega social potencializado.
2) Potencializar as fontes de receitas atuais das entidades beneficentes – Aproveitas as vocações produtivas das entidades e potencializa-las. O Grupo já está criando frentes de trabalho no Abrace, no Gama e no SOS Vida, algo que terá sequência em outras entidades.
3) Criação de fontes de receitas para sustentabilidade das entidades – Serão estudados negócios que permitam a geração de renda para as entidades. Entre 60% e 80% dos resultados seriam para fins específicos de gerar renda para uma entidade ou para um fundo de destinação de recursos, mediante projetos e critérios bem claros.
4) Conscientização e preparo de entidades, empresas e doadores – O objetivo é fazer com que façam doações exclusivamente para entidades transparentes em suas finanças, em suas formas de gestão e que aceitem sugestões na aplicação dos recursos, bem como tenham um direcionamento voltado a envolver as famílias beneficiadas nas contra-partidas mínimas pelo que recebem. Além disso que existam indicadores do efeito finalístico do papel de tais entidades para a sociedade. Afinal se for para fazer o que o Setor Público faz dê o lugar para ele e não fique onerando a sociedade civil organizada que já paga pesada carga tributária para tal fim. O desafio é que entreguem transformação de vidas...
5) Estimulação a renovação de membros das entidades – Uma das frentes mais desafiadoras e fazer com que pessoas experientes colaborem e participem da gestão das entidades. Com a omissão e distanciamento das pessoas preparadas muitas entidades ficam nas mãos de pessoas que, com pouco conhecimento, fazem, dentro de suas possibilidades, o melhor, mas que, na prática, pode, sim, ser potencializado.
O Abrace está realizando a estruturação do Planejamento Estratégico com o apoio de Gerson Miotto; o Remanso da Pedreira realizando com sua direção a estruturação do Planejamento Estratégico com a participação de Cláudio Petrycoski, Marcelo Dalle Teze, Adrione Pasa, Marilei Rufatto, Clóvis Simionato entre outros participantes; Anderson Michelin trabalhará o planejamento estratégico da Fundabem; Marcelo Dalle Teze e Cláudio Petrycoski estão trabalhando com a direção do Gama, a ampliação de um negócio produtivo que gere sustentabilidade para a entidade e distribuição de excedentes para outras e o SOS Vida será visitado para análise de potencialização produtiva bem como o Abrace.
Luana Varaschin Perin e Cleuza Chioquetta que atuam no Gama e estão integrando o Grupo Empreendedores da Solidariedade dizem que não há outro caminho. As entidades deverão repensar o que estão disponibilizando para a sociedade e identificar formas de gerarem a própria sustentabilidade. Luana Perin, que é advogada, está preparando um contrato com bases de expectativas do grupo para colaborar com entidades que buscarem auxílio.
Para o presidente do Conselho Consultivo do Irdes, Cláudio Petrycoski há uma mobilização para que as entidades busquem recursos diferenciados e diminuam a pressão sobre a sociedade por donativos. “Tendo ações de captação na área pública e projetos de geração de receita financeira estas entidades poderão alcançar as receitas financeiras necessárias para o sustento de suas respectivas estruturas, o que buscamos, com diversos voluntários, colaborar para que se materialize.”
Petrycoski cita o Abrace que tem uma proposta existencial diferente e gera, através de diversas ações produtivas, recursos para distribuição criteriosa para outras entidades. “É um exemplo do que precisamos: foco das entidades em entregar mais do que a gestão pública, compromisso em alcançar sustentabilidade e aprimoramento na transparência e na gestão.”
Marcelo Dalle Teze evidencia que existe, sim, um limite de atendimentos e estrutura. Mas, gradativamente, a ideia é conseguir mais voluntários e disseminar a proposta para outros locais, fora do território. “O importante não é a possessividade, mas que aconteça e que outras comunidades sigam um modelo que vem sendo, gradativamente, construído pelos voluntários participantes.”
A secretária municipal de Assistência Social, Anne Gomes da Silva Cavali diz que a iniciativa é positiva pois gera uma reflexão para as entidades e a sociedade e terá o apoio, sempre que possível, do Poder Público. “É algo que poderá colocar nossas entidades noutra condição. Sabemos que é um processo de médio e longo prazo, mas deve haver um início e acredito que está havendo uma mobilização favorável.”


