O Instituto
Regional de Desenvolvimento Econômico e Social – IRDES, em parceria com o GAMA
– Grupo de Apoio a Mama – o ABRACE, a Família Rotaria e o Observatório Social
do Brasil – Pato Branco e a Secretaria Municipal de Assistência Social, via
grupo Empreendedores da Solidariedade criou a Cartilha Orientativa para
Doadores Sociais que foi difundida na manhã da última sexta-feira, na Casa da
Indústria.
A ideia, conta
Cláudio Petrycoski – presidente do Conselho Consultivo do IRDES é fazer com que
haja mais critério e avaliação de quem for doar. “Estamos doando a muitos anos,
senão décadas para entidades que devem, por obrigação moral, mostrar o que
estão fazendo para depender menos da sociedade e tornar claro os efeitos
sociais do que estão realizando. É algo há muito tempo pensado e refletido que,
aos poucos, estamos materializando em ações para sustentabilidade das entidades
e reflexões sobre os efeitos do que se doa.”
Para
Petrycoski temos excelentes entidades
que, sob a avaliação da Cartilha Orientativa para Doadores Sociais serão
positivamente identificadas e o contrário também é real, forçando quem está um
pouco parado a refletir seu papel e evoluir em gestão, compliance e no foco aos
resultados finalísticos do que se propõem a fazer.”
A presidente
do Gama, Cleuza Chiochetta diz que “princípios como o propósito da obtenção do
recurso; a transparência nos atos da entidade; o foco em sustentabilidade e na
gestão profissionalizada são pontos observados na Cartilha que participamos da
elaboração e apoiamos sua utilização.”
Terezinha Pasini Almeida - presidente do Observatório Social do Brasil diz que o objetivo está em fazer com que as entidades busquem meios de sustentabilidade sem estar a todo momento pedindo doações da comunidade. "É algo positivo e que retrata um anseio comunitário o que vem o ocorrendo", complementa ela.
Para Anne
Gomes da Silva Cavali, da Família Rotaria é importante uma reflexão dos
doadores no ato de doar. “O que estamos gerando de evolução no público alvo e
como as entidades estão se aprimorando na forma de administrar e sobreviver são
questões relevantes que foram bem pensadas e podem ser úteis a quem pensa em
fazer seus atos de generosidade.”
Ana Paula
Pastorello, do Abrace que também foi uma das envolvidas na elaboração dos
conteúdos frisa que se buscamos uma evolução na área social ela começa pelo
desenvolvimento em gestão das entidades. “Não é possível ver entidades
continuamente a espera de donativos sem fazer muito esforço para seu próprio
sustento e tendo meios criativos e inovadores para sobrecarregar menos a
sociedade.
Cirene Vanzela
Miotto, dirigente do IRDES enfatiza que acessando a cartilha que estará à
disposição no site da Entidade www.irdes.org.br
o doador potencial poderá entender melhor o que sua iniciativa pode resultar e
se será bem destinada, o que é altamente positivo.
Valmir Dallacosta que integra o Grupo Empreendedores e representa a Família Rotaria entende que a Cartilha dará bases interessantes para a decisão de onde direcionar os recursos. “Vivemos um momento diferente em que a sociedade refletir o direcionamento de recursos e seus efeitos e a Cartilha ajuda na tomada de decisões.”
Para a
secretária municipal de Assistência Social, Luana Varaschim Perin “é preciso
refletir os critérios de doação e a evolução das entidades beneficiadas. “A
sociedade despertou para a importância da governança das entidades. Entendo que
a Cartilha é um espelho dos anseios da sociedade em ter resposta, transparência
e governança. É muito salutar e bacana. A iniciativa gerará impactos positivos
relevantes. “
O presidente
do IRDES, Marcelo Silveira Dalle Teze diz que a Cartilha Orientativa para
Doadores Sociais é aberta e livre para uso a quem desejar. “Queremos mais é que
os doadores conheçam os critérios antes de definirem a destinação. Tanto que já
recebemos manifestações de interesses de lideranças de outras cidades pela
Cartilha, tal sua importância na transformação social. “Aspectos como tempo de
permanência de determinados dirigentes, uso da política partidária e falta de
transparência devem ser observados pela sociedade e, principalmente, a real
necessidade do recurso solicitado.”


