Pato Branco ganhou na noite da última
quinta-feira (17/3) no Auditório do Sesi/Senai, a mais completa obra sobre sua
história. O livro Pato Branco, de autoria de Luiz Francisco Guil. A obra que
demandou mais de um ano de trabalhos de pesquisa, entrevistas, redação,
finalização e impressão foi patrocinada
pela Atlas Eletrodomésticos e pelo Instituto Theóphilo Petrycoski – ITP.
Ao término dos discursos Péricles
Petrycoski, representando o Instituto e Heráclito Petrycoski, representando a
Atlas Eletrodomésticos se juntaram as autoridades e envolvidos na obra para a
apresentação oficial do primeiro exemplar. É um trabalho diferenciado tendo,
principalmente fotos de Rodinei dos Santos e conteúdos fotográficos antigos dos
acervos dos Institutos Prosdócimo Guerra e Theóphilo Petrycoski.
Luiz Francisco Guil diz que “o livro
Pato Branco representa uma grande conquista. Após muitos anos trabalhando com
produção de livros históricos de cidades é a primeira vez – graças ao
patrocínio recebido - que consegui
realizar um trabalho com a qualidade que eu almejava...Também tive a
oportunidade de editar/diagramar esse livro, o que me deu liberdade para
elaborar conforme meus próprios conceitos de estética. Apesar da dificuldade
representada pelo início da pandemia de Covid em 2020 — o que restringiu o
trabalho de pesquisa e entrevistas — acredito que o resultado é uma obra
abrangente e bem representativa da realidade passada e presente de Pato Branco
e do Sudoeste paranaense.”
Para Guil chamou atenção o respeito e
o comprometimento das pessoas com o livro. “Fui muito bem recebido em Pato
Branco, tanto na cidade quanto nas comunidades rurais. Na questão histórica, o
desenvolvimento da cidade, a partir de uma pequena vila, pode ser considerado
um fato marcante. Isso foi extensamente explorado no texto. O tema mais
abrangente e surpreendente é, com certeza, a Revolta dos Posseiros. O livro é
isto: um conjunto de resumos de histórias. É um apanhado geral de tudo que
havia sido produzido anteriormente, com alguns acréscimos que obtive a partir
de entrevistas e pesquisas em jornais antigos e atas de cartório.”
O autor agradece a Fabiano Ostapiv,
que me deu a ideia de fazer o livro. Ao Augustinho Zucchi, que acolheu o
projeto e partiu em busca de apoio financeiro. E ao Cláudio Petrycoski que, sem
hesitar, aceitou patrocinar, por meio da
Atlas Eletrodomésticos. “Também sou grato a Leina Maria Glaeser, que me
acompanhou durante as pesquisas e fez a correção gramatical. E a Rodinei
Santos, que concedeu suas melhores fotografias de Pato Branco para ilustrar o
livro. Também agradeço pessoas que se comprometeram em colaborar: Jácomo Trento (Porto Alegre), Delise
Guarienti Almeida, Eliane Somacal Marcondes Gauze, José Nilton Sanguanini,
Marcelo Silveira Dalle Teze, Mariza Fernanda Medeiros Vieira da Cunha, Neri
França Fornari Bocchese, Olaumir Pedro Guerios, Ricardo Guerra, Rubens Camargo
e Sueli Rosa Dartora. Também contei com várias outras pessoas, que me
forneceram dados, livros, revistas, áudios e informações gerais sobre Pato
Branco e seus pioneiros.”
O fotógrafo Rodinei Santos disse que
“o trabalho fotográfico na obra tem a inspiração e influência de um povo...
Pato Branco é uma cidade linda pela sua gente e pelas edificações deixadas
pelos que foram e pelos que estão. Como fotógrafo busco a sensibilidade em
tornar o simples do cotidiano mais belo e captar o que está na nossa vida e
muitas vezes não temos o tempo e nem o local certo para ver.”
Augustinho Zucchi que liderou a
mobilização pelo livro durante sua gestão como prefeito diz que “falar sobre o
que representa este livro é, primeiramente, falar sobre os privilégios da vida
e a ousadia de acreditar nos sonhos. A ideia desta obra nasceu de uma vontade
antiga que, há um bom tempo, vinha sendo avaliada na minha cabeça e acolhida no
meu coração. Eu tinha uma vontade enorme de poder homenagear e contribuir, ao
lado de outras obras já publicadas, com a história deste município que é orgulho
e referência para o Brasil e que abriga alguns dos melhores anos da minha vida
e da vida de muitos pato-branquenses.”
Zucchi também homenageou e citou o exemplo
de Dérico Dallacosta que é um pioneiro e que viu o desenvolvimento da cidade
como tantos outros vivos... “Temos uma história que não pode se perder e merece
estar nas escolas e disponível para as próximas gerações.”
Para Claudemir Zanco, presidente da
Câmara Municipal a obra é um registro importante para o que construímos em Pato
Branco. Depoimentos inéditos, segundo ele, acrescentam e colaboram na continua
construção de nossa memória de desenvolvimento.
Ele conta que compartilhou com o
Claudio Petrycoski, homem de alma nobre e que representa o perfil trabalhador e
determinado das inúmeras famílias responsáveis pelo desenvolvimento de Pato
Branco, que acolheu instantaneamente a ideia
e se dispôs a contribuir no que fosse possível. E assim o fez!
Zucchi diz que a intenção era poder resgatar em uma obra bem escrita,
elaborada a partir de pesquisa, entrevistas, coleta de imagens e documentos,
permeadas por uma narrativa envolvente, os personagens, as conquistas, as
lutas, a cultura e a evolução da nossa Pato Branco. “Um dos desafios era dar
corpo a esta história sob um ponto de vista cronológico mesmo, sem
posicionamento político ou qualquer outro tipo de posicionamento ou
favorecimento. Uma obra isenta. Não foi fácil, porque Pato Branco abriga em sua
essência a narrativa de vários autores e atores que compartilham suas memórias
em vida e sob aspectos diferentes, mas acredito, após ler o conteúdo final, que
esse objetivo tenha sido contemplado com fidelidade. Esta obra representa o
encontro entre o ontem e o hoje, o início e o meio, a virada de primeira página
que dá sequência a páginas entrelaçadas por imagens e textos que traduzem
vidas, dificuldades, alegrias, belezas e evolução. Um voltar no tempo, a
contemplação do presente e um olhar para um futuro que já escreve novas
páginas.”
O prefeito de Pato Branco, Robson
Cantu ressaltou que nossas gerações atuais colhem os frutos de um passado
desafiador que exigiu integração, coragem, trabalho e determinação de muita
gente que fez história e não está entre nós. Exemplos deixados por pessoas,
famílias e entidades que edificam nosso progresso e nossos diferenciais como
município que é referência nacional pelo que proporciona a sua gente tanto na
área pública quanto na privada. Cantu homenageou Giacomo Trento e lembrou dos
antepassados, de sua família e dos pioneiros e da importância deles no Pato
Branco de hoje, ressaltou evidenciando novos desafios do presente.
Cláudio Petrycoski, anfitrião da
noite pela Atlas Eletrodomésticos e pelo Instituto Theóphilo Petrycoski, citou
o filósofo e escritor Romano Sêneca certa vez disse que "a vida é como uma
história: o que importa não é o tempo que dura, mas o quão boa ela é". Para
Petrycoski “Pato Branco tem uma história que não é tão longínqua, mas mostra
que cada passo evolutivo das gerações que nos antecederam foi firme e, de fato,
nos proporcionou a evolução necessária para o atual momento. O livro evidencia
um pouco do trabalho, dos desafios e das dificuldades de personalidades e
organizações que fizeram diferença e, ao mesmo tempo, mereceram o devido
registro histórico como uma homenagem pela contribuição deixada. Registra o
esforço dos desbravadores, daqueles que foram edificando novas estruturas e
materializando serviços que foram dando corpo a cidade que vivemos e tanto
amamos. “
Cláudio finalizou dizendo que a Atlas
Eletrodomésticos e a Família Petrycoski, com muita satisfação, participam do
registro do que fomos, do que somos e de onde queremos chegar nesta obra
diferenciada que foi materializada, a partir do talento do escritor Luiz Francisco
Guil e de muita gente que anonimamente colaborou. “Meu pai Theóphilo e minha
mãe Maria Luisa escolheram este lugar especial para viver e aqui lançaram a
semente de nossas empresas e fizeram crescer o enraizamento de nossa família.
Somos gratos a Pato Branco, somos gratos a esta gente de valor que constrói uma
bela história que segue a um amanhã desafiador, mas não menos encantador. “
Presença da vice-prefeita Angela
Padoan; da secretária municipal de Educação e Cultura, Simone dos Santos
Painin; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Colla; da secretária
municipal de Assistência Social, Luana Varaschin Perin; do secretário municipal
de Ciência, Tecnologia e Inovação, Giles Balbinotti; do diretor geral da UTFPR,
Gilson Ditzel; dos empresários Ricardo Guerra, Fernando Guerra, Marcelo
Pastorello e Fernando Fiorentin; do presidente do Siconp, Sérgio Bebber; da
presidente do Gama, Cleuza Chiochetta; dos vereadores Marcos Marini, Maria Cristina
Hamera, Lindomar Brandão; da representante da Família Rotaria, Anne Gomes da
Silva Cavalli e da vice-presidente do
IRDES, Rosana Demétrio Costa, entre outras lideranças.
Documentário “A Revolta”
Durante o evento o produtor Rubens
Genaro, de Curitiba, falou sobre um Docudrama que começa a ser produzido e
precisará de apoio e dentro da Lei de incentivo a Audivisuais. É um
documentário diferenciado sobre a Revolta dos Colonos. Ele está em fase de
produção sob a liderança de Genaro que foi
um dos produtores de Oriundi, longa metragem rodado no Paraná com Anthoni
Quinn; de Cafundó, com Paulo Betti e Clóvis Bueno; de Anita e Garibaldi,
mini-série televisiva numa produção ítalo-brasileira, entre outros trabalhos,
como Águas Selvagens, numa produção em parceria com a Argentina. “Será uma obra
diferenciada e marcante que, sem dúvida, evidenciará, de forma diferenciada um
momento diferenciado no desenvolvimento desta região.”
Após houve a apresentação de um dos
trechos já captados para o documentário com a professora Ana Seres Trento Comin
que fez uma síntese do que foi a Revolta dos Colonos e houve apresentação
também de uma síntese do depoimento de Nilso Sguarizi.
Distribuição
O Livro Pato Branco será,
gradativamente, distribuído de forma gratuita para lideranças comunitárias e
estabelecimentos de ensino, imprensa e personalidades ligadas a cultura.
Durante o lançamento os convidados
foram brindados com os primeiros exemplares.




