O Lar dos Idosos São Francisco de Assis, em Pato Branco vive um momento de reestruturação, mas permanece em sérias dificuldades financeiras. A Entidade vive uma fase de déficit financeiro e, ainda assim, busca com o apoio da Paróquia, de voluntários, do Poder Público e da comunidade formas de evoluir. Não ao acaso fez uma renovação nos quadros profissionais e atua na estruturação de espaços físicos para que fiquem mais aconchegantes aos acolhidos.
Segundo
frei Alex Sandro Ciarnoscki há muito trabalho para a formalização das
atividades da Casa algo desafiador, já que surgiram mais alguns casos internos
de Covid envolvendo colaboradores e idosos, porém contornados sem maiores
dificuldades, porém com maiores custos com as substituições de profissionais.
O
Lar enfrentou alguns desafios inesperados, como cobranças de contas pendentes
do ano de 2020, referentes a INSS e FGTS dos colaboradores, o que impacta,
diretamente, no fluxo financeiro da Entidade que continua pedindo e contando
com o apoio da comunidade. “O desafio é cotidiano e precisamos do entendimento
e do apoio de nossa gente para regularizarmos a situação de cada colaborador
interno.”
Para
agravar o quadro há a carência de verbas públicas por limitações técnicas
recebidas no Lar, o que está sendo revertido, gradativamente, algo que tende a
ser superado mas, sem dúvida, ressalta frei Alex, é necessário o entendimento e
apoio da comunidade. “Estamos assim por assumirmos uma estrutura com dívidas
inesperadas, situações internas irregulares e dificuldades em obter subvenção
federal e municipal, por negativas federais, estaduais e outros aspectos legais
vencidos. “Sem contar que a reestruturação do quadro de trabalhadores também
traz contra-tempos, sem contar os cuidados adicionais com a saúde e segurança
dos trabalhadores.”
São
ações que a atual diretoria está correndo atrás em função do descaso que estava
sendo tomado com a legalidade das atividades, conta Frei Alex. Ele tem esperança e di que gradativamente
conseguiremos ter subsídios municipal, municipal, estadual, federal e até mesmo
isenção/ redução junto a COPEL da fatura de luz, bem como podermos fazer a
inscrição junto à Nota Paraná, o que, sim, impacta novamente em verbas e
valores que não conseguimos dispor
Desafio
O
principal desafio, explica o frei, é garantir que o idoso tenha um verdadeiro
lar, sentindo-se em casa. Proporcionando para eles o que podem ter, respeitando
a limitação e particularidade de cada um.
Há, no
entendimento do religioso, o desejo de que a comunidade passe a visitar e
participar da vida do Lar. Mas com a incidência da Covid 19, parceiros,
voluntários e outros colaboradores da Casa ficam mais restritos. “Os idosos
adoravam a visita de policiais com cães, através de voluntariado, o que, infelizmente,
ainda não é possível.”
Há o
claro entendimento de que os idosos querem e sentem necessidade de amor e de
carinho mais próximo. Contudo o caos gerado pelo Covid gera limitações.
“Estamos buscando com a Unidep fisioterapia para os acolhidos e estamos na
torcida para a efetivação, sendo um primeiro passo para maior interação
comunitária.”
Atualmente estão sendo desenvolvidas terapias online e
atividades lúdicas. Há a busca por voluntários especializados para,
semanalmente, serem desenvolvidos trabalhos diferentes, tornando o cotidiano
dos acolhidos mais movimentados e entretidos com atividades físicas, jogos e
até mesmo atividades de cuidado com a beleza.
Melhorias
Assim que as finanças forem estabilizadas a ideia da
diretoria é cobrir parte do jardim externo para facilitar as atividades de
fisioterapia e educação física e revitalizar alguns espaços. “Pensamos em
atividades que unam paz de espírito, atividades física e mental para todos,
mantendo os acolhidos felizes e com a qualidade de vida ideal.”
A ideia é criar alternativas para o lar receber verbas
públicas e ter opções de autossustentabilidade em cima de valores que faltam em
caixa. Algo que caminha com o aprimoramento na transparência da gestão para que
a comunidade acompanhe, de perto, as medidas administrativas tomadas.
Mudanças
Os corredores ganharam frases motivacionais; o refeitório
recebeu flores e a ambientação vem sendo melhorada, tirando características de
um local pouco acolhedor. “A ideia é que se sintam seguros e protegidos”,
comenta Leila Zanini, coordenadora administrativa da Paróquia.
Os idosos devem, no entendimento da atual diretoria, receber
mais do que alimentação, higienização e suporte com medicamentos. “Eles merece
atenção e mais temo para contar suas histórias de vida, o que é revitalizador”,
diz a presidente do Lar Leonilde Bonamigo que reforça a necessidade do apoio da
comunidade regional.
“Há ainda um déficit financeiro que vivenciamos
cotidianamente e precisamos do apoio da comunidade com promoções, eventos,
doações e todo tipo de iniciativa”, explica frei Evandro Balestrin ressaltando
que nesta fase toda a ajuda é bem vinda para que a Casa entre noutra fase.
“Somos sempre gratos, mas ressaltamos que estamos há praticamente três meses
sem levantar verbas com a feijoada que é uma das maiores fontes de renda”,
detalha el dizendo que estão lutando e caminhando para a regularização
tributária e das certidões para conseguirem efetuar as captações públicas, numa
herança recebida. “Temos que superar o momento e a fase exige, novamente, a
presença de nossa comunidade afinal, conta o frei, assumimos um lar
literalmente sucateado em todos os sentidos: desde a manutenção de veículos, da
casa e na regularização dos colaboradores, o que está sendo devidamente
ajustado. “Temos fé em Deus e na nossa comunidade e até o final do ano
conseguiremos grande progresso, mas reforço, precisamos de apoio financeiro e
os mais diversos auxílios.”
O Lar foi assumido na iminência de fechar as atividades,
lembra o religioso e está enfrentando dificuldades pelo tempo necessário para
regularização na captação de recursos públicos, agravada pelos custos
adicionais gerados pela Covid 19. Buscará, sim, aprimorar a parceria com os órgãos públicos e com o
abrandar da pandemia, aproximará a comunidade de seus acolhidos, numa
recuperação de vínculos lastimavelmente rompidos.
O presidente do IRDES – Instituto Regional de
Desenvolvimento Econômico e Social, Cláudio Petrycoski evidencia que o Lar foi
mantido e o desafio da comunidade é auxiliar nos desafios momentâneos criando
condições para que alcance certo grau de sustentabilidade futura. “A existência
do Lar é um bem da nossa gente, da comunidade. Sempre colaboramos e entendemos
que a comunidade deve acolher tão importante entidade.”
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Luana
Varaschim Perin está havendo esforço para repasse anual de R$250 mil para o Lar,
via município, através de emendas e auxílios mensais que dependem de ajustes
regulamentares a partir das ações da nova diretoria que enfrentou e enfrenta,
sim, um grande desafio.”


