“O Governo do
Estado tem uma dívida histórica em relação a revitalização das rodovias do
Sudoeste Paranaense. Gestão após gestão, campanha após campanha sempre a mesma
conversa e, de prático, quase nada de atitudes transformadoras”, palavras do
vice-presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná,
Cláudio Petrycoski que acompanha com expectativas as mobilizações do Governo
para conceder praças de pedágios na região.
A
preocupação levou Petrycoski a articular
uma reunião virtual, aberta a lideranças de todos os segmentos, no dia 11 de
fevereiro, quinta-feira, às 19 horas, pelo link https://meet.google.com/eyi-texe-dkr, quando estará
presente o gerente de Assuntos Estratégicos da FIEP, João Arthur Mohr, um
verdadeiro estudioso do tema que tem uma visão ampla e detalhada do que está
acontecendo. Mohr é engenheiro, mestre em Sistemas de Transporte, especialista
em Infraestrutura e participa de dezenas de reuniões, seminários e congressos
tendo como tema as concessões rodoviárias. No Paraná atua há 20 anos com o
assunto, tendo um entendimento técnico e político de aspectos influenciam diretamente nos resultados dos
movimentos de infraestrutura portuária, ferroviária e rodoviária.
Mohr
acredita que é momento da sociedade se unir e defender os seus interesses. “No
dia 19 de fevereiro a região terá audiência pública e deve se preparar para
chegar nela sabendo o que busca”,
complementou ressaltando que a previsão é de que tenhamos três praças de
pedágios, com valores, já com descontos, entre R$9,00 e R$7,00. E há trechos
considerados estratégicos não contemplados na proposta do Governo o que, na
opinião dele, devem ser revistos rapidamente.
O
vice-presidente da FIEP, Cláudio Petrycoski que liderou debates nas primeira
discussões sobre pedágio anos atrás, mantém a visão de consenso daquela época.
O meio empresarial e outras lideranças foram claras na expectativa de contarmos
com pedágios de manutenção, ou seja, com tarifas que não sejam tão pesadas
pois, antes da concessão, o Governo deve entregar a infraestrutura pronta.
“Pelo que estamos vendo na proposta, o povo sudoestino é que vai pagar,
integralmente, a conta para o Governo que, como já disse, tem uma dívida
histórica conosco, desde quando desviou frotas pesadas de outras regiões para
cá, precarizando nossas rodovias que, além de repletas de defeitos se encontram
com a mesma estrutura de décadas atrás. O convite está aberto para outras
entidades que podem, tranquilamente, se irmanar conosco nesta iniciativa.
Afinal ela é do povo paranaense. O passado mostra que devemos ficar atentos e
defender nossos interesses, não deixando decisões tão importantes nas mãos de
representantes políticos que já falharam e podem repetir o que houve de errado
no passado.”
O
presidente do Sindimetal Sudoeste, Olcimar Tramontini evidencia que o aumento
dos custos de transporte impactam na competitividade produtiva. “Sem dúvida
nossos custos aumentam e, diante disso, acabamos sempre tendo dificuldades ou
compensando em nossa rentabilidade, para enfrentar empresas de outros estados.
É um assunto importante que merece atenção.”
O
vice-presidente da Fiep, Roni Marini diz que não concorda com a maneira com que
o Governo apresentou o modelo híbrido de Outorga. A nossa expectativa é de que
haja uma disputa saudável pela menor tarifa. A comunidade sudoestina sairá
ganhando com tal atitude.
A
Associação Empresarial de Pato Branco também entende que o pedágio precisa ser
mais debatido antes de ser aplicado. Nas palavras do Presidente da ACEPB,
Roberto Elias da Silva, “a sociedade não é contra o pedágio em si, mas sim,
contra a forma como está sendo estruturado, deixando para a comunidade uma
conta altíssima que seria muito menor se o Governo tivesse feito a parte dele.
Entendemos que essa parte do Governo ainda pode, e deve ser feita, antes de
partirmos para uma privatização. Além de termos melhores estradas em um tempo
menor, certamente teremos valores de pedágio mais justos”.
No
entendimento das entidades o Governo o assunto mereceria mais debates na
própria região sudoeste por torna-lo mais amplo e abrangente. Assim os
políticos que ocupam o poder, poderão ter claras as expectativas da comunidade
regional que, desde os primeiros debates evidenciaram: não pagar a conta pelo
Governo de uma infraestrutura que deveria ser primeiramente disponibilizada por
ele para, depois, termos pedágios de manutenção com valores bem mais acessíveis
do que o já anunciado.
Petrycoski
diz que “houve boa vontade do Governo com a pavimentação com concreto nos
trechos próximos a Palmas, o que é positivo e duradouro. Porém é importante o
bom diálogo para o alinhamento do que se entregará com o que a comunidade
regional está disposta a pagar, cotidianamente, com pedágios.”
A
reunião virtual conta, também, com o apoio do Associação Comercial e
Empresarial de Pato Branco, ACEPB; do Sindicato da Indústria Madeireira e
Moveleira do Sudoeste do Paraná – SINDIMADMOV; do Sindicato das Indústrias do
Vestuário do Sudoeste do Paraná – SINVESPAR; do Sindicato das Indústrias de
Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas, Laminados e de
Marcenaria de Palmas – SINDIPAL; do Sindicato da Indústria de Reparação
Automotiva – SINDIREPA; do Instituto
Regional de Desenvolvimento Econômico e Social – IRDE e do Observatório Social
do Brasil, Pato Branco – OSB-PB.


